Sites e redesign
O que um site precisa em 2026 que um site de 2019 não precisava
Resposta curta
O site de uma pequena empresa feito em 2019 pode parecer bem e estar a falhar em silêncio. Desde então, o telemóvel passou a ser o ecrã principal, o Google mede a rapidez com que uma página parece carregar, as regras de acessibilidade aplicam-se a lojas e marcações, vários detalhes legais mudaram e os clientes perguntam à IA antes de pesquisar. Corrigir o básico por esta ordem põe a maioria dos sites em dia.
A Rubra Digital começou em 2019. Um site típico de uma pequena empresa desse ano ainda parece familiar hoje: uma fotografia grande, algumas páginas de serviços, um formulário de contacto. O que mudou foi tudo à volta.
O telemóvel deixou de ser o segundo ecrã
Em 2019 ainda havia muitas pequenas empresas a desenhar o site no computador e a ver a versão do telemóvel no fim. Hoje é no telemóvel que acontece a maioria das pesquisas locais, e para restaurantes e empresas de obras é muitas vezes o único ecrã que o cliente usa antes de ligar. Um site pensado primeiro para o telemóvel, com o número de telefone, o menu ou o botão de orçamento ao alcance do polegar, é o mínimo.
A velocidade passou a contar, e mede-se
O Google mede agora a rapidez com que uma página fica utilizável e a estabilidade enquanto carrega, com dados de visitantes reais. Carrosséis pesados, fotografias sem compressão e uma dúzia de plugins que se toleravam em 2019 custam hoje visibilidade. A solução raramente é exótica: formatos de imagem adequados, menos scripts e alojamento perto dos clientes.
A acessibilidade passou a ser lei para muitas empresas
Desde 28 de junho de 2025 o Ato Europeu de Acessibilidade aplica-se a lojas online e serviços de marcação dirigidos a consumidores em toda a UE, através do Decreto-Lei 82/2022 em Portugal e da BFSG na Alemanha. As microempresas que prestam serviços estão isentas. Mesmo assim, as verificações valem a pena para todos: bom contraste, títulos bem feitos, descrições de imagens e formulários que funcionam com o teclado tornam o site mais fácil para qualquer visitante.
O rodapé legal mudou
Os pormenores mudaram. Em Portugal, a ligação ao Livro de Reclamações Eletrónico pertence a todos os sites que vendem a consumidores, ao lado da identificação da empresa e da informação sobre resolução de litígios. A plataforma europeia de resolução de litígios para onde muitos sites apontavam encerrou em julho de 2025, por isso essa ligação deve sair. Os tipos de letra carregados de servidores de terceiros sem consentimento são tratados como um problema de proteção de dados desde 2022, e na Alemanha o Impressum assenta agora na Digitale-Dienste-Gesetz e não na antiga Telemediengesetz. Nada disto é difícil, mas os sites feitos e esquecidos costumam tê-lo errado.
Os clientes começaram a perguntar primeiro à IA
A maior mudança desde 2019 é a forma como as pessoas procuram. Uma parte crescente dos clientes pede uma recomendação ao ChatGPT, ao Gemini ou aos resumos de IA do Google antes de pesquisar. Essas respostas são construídas a partir da internet e favorecem sites que dizem claramente o que a empresa faz, onde e para quem. Slogans vagos não dão nada a um assistente para citar.
O que corrigir primeiro
Se tem um site de 2019, mais coisa menos coisa, e o orçamento é curto, trabalhe por esta ordem:
- Telemóvel e velocidade, porque afetam todos os visitantes.
- Páginas legais e consentimento, porque têm risco real.
- Informação certa: horários, preços, serviços, equipa.
- Clareza: descrições simples do que faz e onde, com uma página por serviço.
- Acessibilidade, que melhora o site para todos e é obrigatória para muitas lojas e serviços de marcação.
É isto que cobre a modernização de sites. Muitas vezes o site atual pode ser posto em dia sem começar do zero.
Perguntas frequentes
Um site de 2019 está velho demais?
Não necessariamente. O problema não é a idade, é o abandono. Um site de 2019 que se manteve rápido, acessível, em dia com a lei e com informação certa pode estar bem. A maioria dos sites desse ano não foi mantida assim, e falha em pelo menos duas das cinco áreas deste artigo.